terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Coisas pequenas e de grande valor!

Oi gente! Sei que o assunto hoje não é comum por aqui, mas sempre posto o que me inspira no momento, ou o que sinto, o que penso, enfim..

Imagino que não devo ser a única que se pergunta o porque da existência de tanta crueldade no mundo e o motivo da extinção dos sentimentos nobres e puros.

Me pergunto porque as pessoas se tornam cada vez mais frias e cruéis, movidas a coisas tão mesquinhas? Como as pessoas são capazes de fazer mal as outras? Como podem ser capazes de fazer mal aos animais? Como podem ser capazes de cometer tantas atrocidades? Como podem ser capazes de valorizar tudo que nesse mundo, na verdade, não possui valor nenhum? Porque tanta avareza, ganância e ambição?

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Será que tudo isso se deve a grande necessidade e anseio pelo poder?

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As pessoas parecem querer cada vez mais, mais e mais!

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Será que precisamos mesmo de tudo isso que buscamos?

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Será que estamos valorizando o que na verdade, não possui valor nenhum?

E o que explica o fato de seres humanos cometerem atos de violência e todo tipo de atrocidade, algumas vezes por dinheiro, outras com motivos sem propósito ou sem razão aparente?

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"Quem nunca teve vontade de esganar alguém? Por mais zen que possa parecer, ninguém está livre do arrebatador impulso para a violência. “Assim como em outros animais, a violência faz parte do ser humano”, diz Márcia Regina da Costa, professora de Antropologia da PUC de São Paulo.

“Dependendo do estímulo, ele entra em ação e os resultados podem ser inesperados.” Mas, se é verdade que todos nós temos a capacidade para o mal, por que somente algumas pessoas chegam às vias de fato?

“Assim como ocorre com os nossos desejos sexuais, a vida em sociedade exige a repressão de alguns instintos”, afirma o psicólogo paulista Antônio Carlos Amador Pereira, especialista em desenvolvimento psíquico de adolescentes e adultos. Ou seja: por mais vontade que tenha de agredir alguém, você tem que renunciar a esse desejo para viver em grupo. “Essa é a diferença entre a vida selvagem e a civilização”, diz o psicólogo. “Mas a renúncia a esses instintos nunca é fácil.” No artigo “O mal-estar da civilização”, publicado em 1930, Sigmund Freud descreveu pela primeira vez o conflito existente entre nossos impulsos animais e a repressão desses impulsos pela vida em sociedade. A força resultante desse embate é a culpa – aquele anjinho dos desenhos animados dizendo, no pé do ouvido, que você deve se controlar. Ainda assim, num momento de ira, ninguém estaria livre de cometer algum ato violento.
Se todos os crimes violentos fossem provocados por um momento de descontrole, as explicações acima seriam bastante satisfatórias. Os crimes passionais, portanto, são causados por uma onda incontrolável desse instinto animal que todos temos e que nos faz querer resolver nossos problemas pela via mais simples, direta e distante do raciocínio.
Mas como explicar os crimes perversos que foram planejados com a tranqüilidade de quem prepara uma refeição? O que se passa na mente de um seqüestrador que agiu teoricamente em busca de dinheiro mas que não se conteve e estuprou e queimou sua refém?
Segundo a medicina, psicopatas são, na verdade, portadores do distúrbio de personalidade anti-social, um transtorno catalogado desde 1968, cujos principais sinais são o desrespeito dos desejos, dos direitos ou dos sentimentos alheios e um padrão repetitivo de violação das normas. “A prevalência desse distúrbio na população é estimada em 2,5%”, afirma o psiquiatra Marco Antônio Beltrão, diretor do Instituto de Medicina Social e Criminológica do Estado de São Paulo (Imesc). Segundo essa proporção, o Brasil teria nada menos que 4,5 milhões de pessoas nessa condição – o equivalente à soma das populações do Estado de Mato Grosso e de Sergipe. Muita gente, não?
Ainda bem que nem todos os psicopatas são criminosos cruéis. “Sofrer desse distúrbio não significa necessariamente que a pessoa seja ou se torne um assassino”, diz o neurologista Henrique Del Nero, da Universidade de São Paulo. Segundo ele, na maioria dos portadores desse transtorno, o comportamento anti-social se manifesta por traços como egoísmo e falta de escrúpulos. É aquele colega de trabalho que atropela os outros para subir na vida ou o político que desvia dinheiro de um hospital para crianças órfãs com câncer para sua conta bancária. “Boa parte dessas pessoas também são psicopatas”, diz Del Nero. “Mas menos de um 1% comete assassinatos cruéis.”
O motoboy Francisco de Assis Pereira é um dos que estão nessa lista. Em 1998, ele confessou ter assassinado dez mulheres no Parque do Estado, em São Paulo. A técnica do “Maníaco do Parque”, como ficou conhecido, era seduzir moças e depois estuprá-las e matá-las por estrangulamento. Ao confessar seus crimes, Pereira estava com o olhar sereno. Não demonstrou sinais de emoção ou de arrependimento e disse que, se retornasse às ruas, voltaria a matar...
...o psicólogo diz que a violência tem outro atrativo para jovens excluídos: a sensação de poder. “Com uma arma na mão, uma pessoa se sente uma espécie de Deus, com o poder sobre a vida e a morte de outro ser humano”, diz o psicólogo. “É preciso que a violência deixe de ser encarada como a única forma, ainda que breve, de viver intensamente.”
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"São vítimas da falta de bondade, não conhecem outro modo de viver, é uma questão de sobrevivência : "Ou eu, ou o outro!". Nunca viveram a experiência de se sentirem especiais e únicos. São vítimas de quem os criou, ou de quem lavou as mãos da responsabilidade de os criar. Tornou-se para eles uma questão de sobrevivência, em vez de uma questão do "Eu com o outro", do "Eu pelo outro", do "Eu através do outro". Não têm objeto da bondade, muitos nem têm consciência que agem com maldade. Defendem as suas atitudes como se houvesse justificação, há sempre um "porque..." Pouco ou nenhum espaço há para "Desculpe. Por favor ajude-me" -
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Cada vez que vejo uma notícia ruim na tv, no jornal, na net, enfim (vejo por toda parte), sinto uma grande sensação de impotência e tristeza.. Quando percebo também no que são baseadas algumas relações humanas, vejo o quanto as pessoas estão cada vez mais tomadas por anseios e objetivos mesquinhos e pequenos!
Não que eu esteja isenta de "pecados" ou sentimentos ruins e talvez objetivos mesquinhos, mas o que estou colocando em pauta é a possibilidade de uma errônea e equivocada valorização de certas coisas..
Acredito que esteja faltando mesmo a valorização das coisas pequenas e verdadeiramente valiosas!

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"Se temos um teto, somos ricos; se temos uma família, somos ricos; se podemos fazer pelo menos uma refeição completa por dia, somos ricos; se podemos respirar normalmente, somos ricos. Se temos saúde, somos ricos; se temos amigos, também somos ricos. Temos braços, pernas, podemos andar, rir e cantar, somos ricos. Somos ricos de pequenos pedacinhos de felicidade que vão se acomodando dentro da gente de tal forma que acabamos nos esquecendo de pensar neles. As coisas que se tornam "naturais" na nossa vida diminuem o valor. E só percebemos isso no dia em que deixamos de ter, ou corremos o risco de perder.
A vida é preciosa demais!!! Infelizmente costumamos comparar nossa vida com a daqueles que possuem mais que a gente. Mas compare com quem tem menos. Assista uma reportagem na tv onde vê-se pessoas que não têm o que comer, ou vivem (independente delas) no meio de guerras, ou não têm saúde, nem medicamentos. Pergunte a uma pessoa cega quanto ela daria para ter a oportunidade de apreciar uma flor ou o infinito do mar; pergunte a um condenado quanto vale um minuto de vida; pergunte a um presidiário qual o valor da liberdade; pergunte a quem perdeu uma perna quanto vale ter duas."


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Acho que é o suficiente para refletirmos!

Bjos e uma ótima semana!
;)



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13 comentários:

  1. Falou e disse! Nem sempre valorizamos o que temos, e estamos sempre em busca de mais e mais... e quando conseguimos aquilo que tanto queríamos, já não é mais suficiente pra nos satisfazer. Muitas vezes deixamos de aproveitar a vida, por nunca estar satisfeitos com ela. Muito bacana o post! Me lembrou de ser sempre grata à Deus pela dádiva da vida.

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    1. Que bom que gostou Mila!
      Infelizmente é bem assim mesmo! Precisamos lembrar de agradecer!
      Bjos e obrigada pela visita!
      ;)

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  2. Postagem excepcionalissimamente boa.

    É para refletir, MESMO!!!

    Um abração carioca.

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    1. Obrigada Paulo!
      Ótima quarta-feira p vc!
      Abração mineiro..rs
      ;)

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  3. Mais do que suficiente para reflexão!
    Parabéns pelo tema levantado!

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  4. Ótimo assunto que você levantou, faz refletirmos sobre o modo de agir das pessoas.

    tt: @EncantoCupcake
    http://encantodecupcake.blogspot.com.br/

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  5. Texto pra uma boa reflexão!
    Realmente à maioria das pessoas falta aprender a valorizar as pequenas coisas cotidianas, tudo aquilo que permite e facilita nossa vida...
    Acho tão vazio achar que só é rico quem possui muitas coisas materiais.
    Beijo

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  6. Quem tem mais, em geral, até é quem quer mais. Uma vez tive uma conversa interessante sobre ganhar o prémio de jackpot do euro milhões. Eu defendi a opinião de "eu não queria ganhar o jackpot, gostava de ganhar só algum para puder mimar-me um pouco, mas o jackpot, é exagerado, como é que alguém consegue sonhar se pode ter tudo o que quer?" Porque a verdade é que se qualquer coisa que eu desejasse pudesse comprar com dinheiro. Se não precisasse de ter um emprego para viver, afinal que estava eu aqui a fazer? E qual o meu objetivo na vida? Acho que lutar pelo que queremos de forma honesta é muito melhor do que desejar tudo por ganância pelo caminho mais curto possível.

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  7. Adorei. Ao chegar de um dia cansativo de trabalho e ler isso...ufa...me renovou. Parabéns. Amei!!!

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    1. Que bom ! Fico mesmo feliz de ter contribuído para o final do seu dia de trabalho! Bjos e obrigada pela visita!

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